No âmbito do Dia Mundial das Zoonoses, que se assinala a 6 de julho, os especialistas reforçam que proteger o animal de companhia é também cuidar da saúde de todos os seus cuidadores, através da prevenção da transmissão de zoonoses, doenças transmissíveis dos animais para os humanos.

Os animais de companhia são frequentemente alvo de agentes infeciosos como carraças, pulgas, piolhos, moscas ou mosquitos. Estes parasitas podem fomentar o desenvolvimento de doenças no animal que poderão ser transmitidas também aos seres humanos, sendo essencial investir na sua prevenção através da “vacinação e desparasitação regular dos animais”, salienta o médico veterinário, Octávio Carraça Pereira.

Segundo reforçam os especialistas, “tal como os humanos, também os animais devem seguir planos de vacinação anuais”, os quais são prescritos por médicos veterinários e que permitem prevenir o surgimento destas doenças que poderão ser muito graves e potencialmente fatais.

Deste modo, também “a utilização de antiparasitários durante todo o ano é fundamental para o controlo de parasitas no animal de companhia”, sendo essencial também verificar-se “a lavagem das mãos após o contacto com animais, objetos ou superfícies potencialmente contaminadas”. O médico veterinário também destaca “a utilização de repelentes-inseticidas nos animais e humanos durante os potenciais períodos de exposição a insetos voadores e carraças”.

Neste sentido, tendo em consideração que nos encontramos numa época em que os animais poderão estar mais sujeitos ao transporte de agentes infeciosos e uma vez que “o sucesso das medidas de controlo diminui, por vezes, a noção da importância de as manter”, é essencial reforçar, segundo Octávio Carraça Pereira, a importância da vacinação e desparasitação dos animais de companhia, sendo estas ações fundamentais para a saúde pública.