A médica veterinária Teresa Teixeira enumera alguns cuidados a ter com os seus animais de estimação com a chegada do verão e, consequentemente, do calor.

Cuidados a ter com os animais de estimação no verão

O verão está a chegar e há cuidados a ter com os animais de estimação que não podemos esquecer, para que eles possam usufruir das férias em família. Com o calor, vem também alguns perigos para os nossos animais e desta forma, temos de os ajudar a manterem-se confortáveis, hidratados e saudáveis.

É importante lembrar que os cães e os gatos não têm a mesma forma de regular a temperatura corporal que os humanos. Estes não têm o mecanismo da transpiração para se arrefecer e, assim, usam o trato respiratório (o “arfar” ou respirar mais rápido) para manterem a sua temperatura estável. Como tal, temos de tomar medidas especiais para evitar episódios de golpes de calor que podem comprometer a vida dos nossos animais.

O acesso a água fresca e limpa e a locais de sombra são medidas essenciais para manter um ambiente fresco e confortável e ajudar a manter a hidratação. Devemos também evitar as horas de maior calor, dando assim preferência a passeios de manhã cedo ou ao fim da tarde. Desta forma, para além de evitarmos golpes de calor, evitamos também queimaduras nas almofadas plantares provocadas pela temperatura excessiva do asfalto.

Apesar de todos os animais estarem sujeitos a este risco, há animais em que os cuidados devem ser redobrados uma vez que apresentam maior sensibilidade a altas temperaturas. É o caso de animais mais velhos ou obesos, animais com pelagem mais espessa, com doenças cardiovasculares ou respiratórias e raças braquicefálicas como os Bulldogs, Boxers, Pugs e Pequinês.

Outra questão muito importante, são as queimaduras solares. Apesar de terem pelo, os nossos animais também estão suscetíveis a desenvolver queimaduras solares quando expostos ao sol por períodos prolongados e sem proteção. Assim a aplicação de protetor solar nas zonas sem pelo, como à volta do nariz, orelhas e barriga, é fundamental para evitar queimaduras e outros problemas dermatológicos mais graves.

Nesta altura do ano, os nossos animais estão também mais expostos a parasitas externos como pulgas, carraças, mosquitos, entre outros, que podem ser transmissores de múltiplas doenças. Assim, a desparasitação externa, torna-se uma medida profilática imprescindível para evitar doenças graves e potencialmente fatais e assim contribuir para a saúde bem-estar dos nossos animais.

Quando vamos de férias de carro, fazemos questão que o nosso animal de estimação nos acompanhe na viagem. Neste contexto, devemos sempre ter em conta o espaço, ventilação, temperatura, segurança e fornecimento de água, assim como o cumprimento das regras que estão estabelecidas para o transporte dos mesmos.

Atualmente existem vários métodos para o transporte seguro de animais, como transportadoras para gatos ou cães pequenos, cintos de segurança próprios para animais e redes ou grelhas divisórias colocadas entre os bancos traseiros e o porta-bagagens, para evitar que o animal seja projetado para a frente. É aconselhável passear o animal antes da viagem começar, para que possa gastar mais energia e fazer as suas necessidades. Para além disso, tal como acontece connosco, por vezes, durante as viagens, os animais também podem enjoar, principalmente depois de comerem. Assim, devemos alimentar o nosso animal 3 ou 4 horas antes do início da viagem. Relativamente às paragens, é recomendável que sejam feitas a cada 2 horas, para que o animal possa fazer as suas necessidades e evitar o stress de estar muito tempo fechado no mesmo sítio.

Por fim, não nos devemos esquecer de levar o boletim de vacinas e o registo do animal.

ler mais
ler mais