A carraça é o segundo parasita externo mais comum no Mundo, perdendo apenas para a pulga. Se a carraça for contaminada com um agente infeccioso, pode transmitir aos animais um conjunto de doenças parasitárias, designadas por febre da carraça. Apesar de ser um parasita que tem apenas entre 2 a 6 milímetros de comprimento, a sua picada pode ter consequências graves na saúde do animal de companhia e pode até, nos casos mais graves, levar à morte. 

O sintoma mais comum, ao qual os tutores devem estar atentos, é a inflamação, que pode causar febre, dor, apatia e perda de apetite. A febre da carraça pode ainda afetar as articulações, o fígado, baço e rins e em alguns casos, pode ainda afetar o sistema nervoso central. A realização periódica de análises sanguíneas é muito importante, uma vez que há animais doentes que podem não apresentar qualquer sintoma (assintomáticos).

 

Febre da carraça também pode afetar as pessoas

 

Em declarações à Notícias Magazine, a médica veterinária Someia Umarji, diretora clínica da ZenVet, refere que “se o diagnóstico não for realizado precocemente, pode conduzir à morte por falência dos órgãos internos.” Para tratar a febre da carraça, é administrado um antibiótico ao animal, que pode ser complementado com um anti-inflamatório ou suplementos nutricionais.

É de destacar que a febre da carraça pode também afetar as pessoas, uma vez que o cão e o gato funcionam como reservatórios. Se os animais transportarem alguma carraça, esta pode saltar para o humano e picá-lo. Em relação à prevenção, há que ter um maior cuidado nos meses de maior calor, altura em que as carraças estão mais ativas, e é importante evitar que o animal passeie em locais densamente arborizados ou de vegetação alta.

Já em casa, cabe ao tutor inspecionar o corpo do animal, incluindo o interior das orelhas e os espaços entre os dedos, de forma a verificar se há presença de carraças. Caso seja detetada alguma, esta deve ser imediatamente retirada, de preferência com uma pinça.

AR/NotíciasMagazine

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