Segundos dados oficiais, em 2017 e 2018 os Centros de Recolha Oficial (CRO) espalhados por todo o País receberam, respetivamente, qualquer coisa como 41 mil e 36 mil animais abandonados, o que, nas palavras de Jorge Cid, Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, “é uma realidade preocupante, para a qual temos de encontrar soluções efetivas e sobretudo estruturais”.

E é precisamente nessa sequência que a OMV assina este mês mais dois protocolos do Cheque Veterinário com duas edilidades, desta feita Felgueiras e Mirandela, municípios do distrito do Porto e de Bragança respetivamente.

Lançado pela Ordem dos Médicos Veterinários em 2017 com o principal objetivo de atenuar este flagelo nacional que é o abandono de animais, o Programa de Apoio de Saúde Preventiva a Animais em Risco, vulgarmente conhecido como Cheque Veterinário, visa apoiar os animais abandonados e recolhidos pelas autarquias e os animais de famílias carenciadas, tendo como principal missão criar uma rede de cuidados primários médico-veterinários para animais em risco, nomeadamente no que se refere à vacinação, desparasitação, identificação eletrónica e esterilização.

Com a criação desta rede nacional entre os diferentes Municípios e os Centros de Atendimento Médico-Veterinários aderentes, a OMV implementou o que pode ser considerado como um verdadeiro Sistema Nacional de Saúde Animal.

Este programa da OMV pretende dotar os Municípios dos instrumentos necessários para o cumprimento da Lei nº 27/2016, de 23 de agosto, que veio aprovar as medidas para a criação de uma rede de Centros de Recolha Oficial de animais e estabelecer a proibição do abate de animais errantes como forma de controlo da população e ainda promover uma aproximação aos médicos veterinários.