Os melhores amigos do homem travam uma das maiores batalhas no campo da saúde, a obesidade. Mais de 50% dos cães nos EUA têm peso excessivo. Tal como nos humanos, os cães com sobrepeso estão perante uma série de complicações de saúde, desde a artrite a problemas cardíacos. De acordo com alguns estudos, as pessoas que fazem exercício físico com o seu cão estão mais propensas a seguir, à risca, um plano de treino. O mais importante é encontrar exercícios que ambos gostem.

Exercícios para fazer com o seu cão

1. Caminhar

A caminhada rápida é um bom exercício, tanto para os donos quanto para os seus animais. Além de trazerem benefício como uma pressão arterial mais baixa, um aumento de energia, uma maior densidade óssea e um risco mais baixo de sofrer de depressão, nos cães essas caminhadas regulares podem ainda reduzir problemas de comportamento. Não há regras específicas quanto à distância ou duração. No entanto, é essencial trabalhar devagar em direção a um objetivo, aumentando lentamente a velocidade e a distância percorrida.

Contudo, é recomendável o aconselhamento médico por parte de um veterinário antes de começar a rotina de treinos diários.

2. Dançar

Se não for fã de longas caminhadas, por que não dançar com o seu cão? O dono decide a coreografia para animar a música. Assim, terá o seu cão a correr por entre as suas pernas e a fazer uns truques, ao mesmo tempo que tanto dono como o animal de estimação fazem um divertido treino aeróbico. Nos seus benefícios estão a queima de calorias e o desenvolvimento de uma maior resistência, melhor equilíbrio, diminuição da pressão sanguínea e uma maior e melhor tonificação muscular e densidade óssea.

3. Fazer Jogging
Nem todos os cães gostam de correr. Os Galgos, por exemplo, são profissionais em corridas de curta distância, mas podem cansar-se nas corridas de longa distância. Se quiser correr com o seu cão, escolha uma raça que seja adequada para este desporto, como um Labrador. Espere até que o cão seja adulto e vá aumentando, gradualmente, a corrida em 30 minutos – este valor deve incluir cinco minutos de aquecimento, 20 minutos de jogging e cinco minutos de recarga. Lembre-se de que os cães não podem suar, portanto, evite os horários mais quentes do dia e pare se o seu cão estiver a ficar para trás.

4. Nadar

A natação é um treino tudo-em-um que traz muitos benefícios, essencialmente para as pessoas e cães com artrite, visto ser um desporto de baixo impacto. No entanto, tal não significa que se trata de um treino mais fraco. Muito pelo contrário – a natação trabalha vários grupos musculares, melhora a resistência e fortalece os músculos cardíacos e pulmonares. Mais uma vez, nem todos os cães gostam de nadar, portanto é recomendável que comece devagar. Utilize brinquedos ou guloseimas para encorajar, mas, se mesmo assim, o cão não demonstrar muita vontade, procure outra atividade física.

5. Lançamento de disco

Esta atividade física oferece um treino canino clássico. O dono pode jogar um jogo descontraído no seu próprio quintal ou participar de uma equipa de “Disc Dog”. Se participar em competições, é certo que irá praticar a modalidade com uma maior regularidade – até porque as competições acabam por ser um estimulande extra para se dedicar com afinco a uma atividade desportiva.

6. Treino com barreiras (de agilidade)

O treino de agilidade é outro desporto orientado para os objetivos. Enquanto o cão corre através de uma pista com escadas, obstáculos e túneis, o dono corre ao seu lado, incentivando-o. O ritmo cardíaco acelerado proporciona-lhe um ótimo exercício cardiovascular, e simultaneamente o desenvolvimento de uma coordenação aprimorada do cão. Participe em competições organizadas ou procure um parque com um curso de agilidade que possa usar no seu tempo livre.

7. Doga

A posição de Downward-dog ganha agora uma nova dimensão quando traz o cão para a aula de yoga. Portanto, esta é uma modalidade que mistura a palavra Yoga com Dog (cão, em português), resultando em “Doga” e distingue-se das restantes por incorporar o animal de estimação nas poses de Hatha yoga. De acordo com os especialistas, este é um ótimo exercício para o vínculo entre o dono e o animal de estimação.

8. Patins

Pessoas que gostam de andar de patins podem ter medo de levar os amigos de quatro patas, com medo de o magoar ou que este se magoe sozinho ao se assustar. No entanto, os especialistas dizem que andar de patins com o cão pode ser seguro, desde que este tenha um treino adequado.O objetivo é que o cão corra lado a lado com o dono sem puxar a coleira. Para tal, basta o dono encorajar esse comportamento dando-lhe guloseimas cada vez que o fizer.

9. Andar de bicicleta

Tal como andar de patins, andar de bicicleta com segurança com o seu cão requer um treino especial. Em primeiro lugar, deve ensinar o seu cão a correr ao lado da bicicleta sem puxar. O dono pode prender a coleira do cão à bicicleta com um Springer – um dispositivo que absorve um pouco da força dos puxões do cão, o que pode ajudar o dono a manter o equilíbrio, caso o patudo puxe de repente a corda.

10. Skijooring

Cross-country esqui oferece um treino vigoroso. Apenas 20 minutos durante três dias por semana podem trazer tantos benefícios para a saúde quanto caminhar 30 minutos cinco dias por semana. Se tem um cão atlético, com um peso inferior a 30 quilos, pode praticar esta modalidade. No skijooring, o cão aproveita para correr atrás ou à frente do seu dono, enquanto este esquia. Os iniciantes desta prática devem considerar inscrever-se num curso introdutório com dicas de segurança de skijooring para o dono e o seu amigo de quatro patas.

11. Ir buscar

Ir apanhar uma bola ou um brinquedo é um excelente exercício para os cães. É certo que os donos pouco mais fazem do que atirar o objeto e esperar que o animal o devolva para voltarem a atirar, mas é um grande exercício para o cão – não é à toa que é um dos exercícios mais praticados. No entanto, também o dono do cão pode fazer desta brincadeira uma parte da rotina de exercícios em casa. Pode fazer lunges ou crunches abdominais, tendo em conta a forma como atira o objeto.

Dicas:

1. Consultar o veterinário

Quando começar a pensar em fazer algum destes exercícios com o seu cão, o primeiro passo a dar é fazer uma visita ao veterinário. O profissional de saúde irá avaliar o estado de saúde do animal e verificar se existem algumas condicionantes no plano de exercício (caso haja algum problema cardíaco, pulmonar, respiratório ou outro que impeça algumas atividades). Também é importante verificar se existe algum sintoma que indique um quadro clínico de artrite ou de doença musculoesquelética. Um cão com ligamentos ou articulações inflamadas pode requerer um plano de exercícios de baixo impacto.

2. Estabelecer uma rotina

Desenvolva uma rotina de exercícios realista, considerando o seu horário de trabalho e outras exigências/limitações do seu tempo. Também é necessário ter em conta as necessidades do seu cão – algumas raças e os cães jovens normalmente precisam de muito exercício.

Comece com uma meta de curto prazo, como começar por fazer cinco ou dez minuto de exercício todos os dias. Vá aumentando, aos poucos, até 30 minutos quase todos os dias da semana. Não se esqueça, porém, que as raças de peito largo, como os Danes ou os Doberman, podem estar sob maior risco de desenvolver uma doença grave chamada “inchaço” ou dilatação-volvo gástrico (GDV), que está associada a grandes refeições. Esta condição pode ser fatal, sendo que estes cães não se devem exercitar logo a seguir a uma refeição.

3. Evitar o exagero

Ao praticar exercício com o seu cão, esteja atento aos sinais que podem indicar de que podem estar a exagerar na quantidade de atividade física. Se notar que não tem fôlego para conversas, pode estar a exagerar na carga de exercício. Caso o seu cão esteja a respirar muito rápido, ofegando excessivamente, cambaleando ou a recusar-se a segui-lo recusando-se a segui-lo, talvez seja altura de parar e descansar um pouco ou até diminuir a intensidade dos exercícios.

4. Prevenir a exaustão

Tal e qual como as pessoas, os cães são suscetíveis à desidratação e ao esgotamento devido às elevadas temperatura. Portanto, nos dias mais quentes, leve uma garrafa de água e um recipiente para bebidas dobráveis. Nos cães, os sinais de desidratação incluem respiração ofegante, confusão, fraqueza e colapso. As raças braquicéfalos ou de face curta, como Bulldogs e Boxers, são especialmente vulneráveis porque são, em geral, raças com problemas e dificuldades no trato respiratório.

5. Usar protetor de patas

As longas caminhadas em superfícies montanhosas ou de revelo podem danificar as patas de um cão. Assim sendo, se tiver por hábito fazer caminhadas longas, é importante que adquira um conjunto de botas para o seu cão, porque poderá fazer lesões nas patas se essas caminhadas acontecerem em dias muito quentes ou dias de neve ou em superfícies muito ásperas.

6. Estabelecer um plano de exercícios mais leves para os cães mais velhos

Tal como nos humanos, quanto mais velhotes são os cães mais dificuldade têm de se mover, mas não devem ficar parados. Portanto, faça atividades físicas com ele, no entanto com alguma moderação – pode optar pela natação e caminhada moderada. A atividade física ajuda a aumentar a flexibilidade e a resistência, fortalece os músculos à volta das articulações e pode ajudar a evitar problemas de saúde causados pela obesidade. Além disso, ajuda a uma boa função intestinal, muito importante especialmente para os cães mais velhos.

Erica Quaresma

 

ler mais