No final da reunião pública do executivo municipal, o vereador do Ambiente, Correia Pinto, disse que numa primeira fase o projeto destina-se apenas aos gatos assilvestrados – que já foram domésticos, mas que por terem sido abandonados ou por se terem perdido já vivem nas ruas há tanto tempo que acabaram por adquirir o comportamento esquivo dos gatos silvestres – que se estimam ser de cerca de 800 neste concelho do distrito do Porto.

“Não sei se falar de 800 gatos assilvestrados será rigoroso, mas é o número que temos. Numa primeira etapa iremos tratar cerca de 300 e, depois, os restantes”, explicou.

Correia Pinto adiantou que na próxima segunda-feira a autarquia vai assinar protocolos de colaboração com quatros associações ligadas aos animais – uma por cada união de freguesias – para que estas assumam, mediante à atribuição de um subsídio de 4.500 euros, a captura, transporte, tratamentos, identificação eletrónica, vacinação antirrábica e esterilização dos gatos.

A atribuição da gestão das colónias de gatos às associações, aprovada hoje por unanimidade pelo executivo municipal, justifica-se pelo seu trabalho desenvolvido na área e pela sua experiência em capturas de gatos errantes, salientou.

O CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) é um método ético e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre, justificou, lembrando que uma colónia esterilizada e controlada reduz substancialmente a sua reprodução, ruído e maus cheiros, ao mesmo tempo que desempenha um importante papel de controlo da população de roedores.

A esse propósito, o vereador do Ambiente contou que uma empresa do concelho, onde se concentra uma colónia de gatos, pediu a sua devolução após o CED porque desde que lá está deixaram de existir ratos nas suas instalações.

Posteriormente, e ainda este ano, a câmara irá fazer o mesmo com as matilhas de cães, envolvendo igualmente as associações e cuidadores, frisou.

Além disso, Correia Pinto avançou que irá ser construído pela Sociedade Protetora dos Animais um espaço em Custóias para acolher cães e gatos que não são assilvestrados, mas que estão sob a sua responsabilidade e da autarquia.

O terreno será disponibilizado pela câmara, enquanto a empreitada será assegurada por esta sociedade, divulgou.

LUSA/SO

 

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