Em comunicado, o Comando Territorial de Faro da GNR adianta que os arguidos, de 62 e 66 anos, falsificavam boletins de vacinação de animais “com um carimbo inexistente e desconhecido na Ordem dos Médicos Veterinários em Portugal e Espanha”.

O casal é suspeito de falsificação de documentos, usurpação de funções e burla qualificada, criando e vendendo cães de diversas raças, desde pastor alemão, labrador, yorkshire e pinscher, sempre com boletins de vacinação com carimbo e assinatura falsificados.

No espaço onde praticavam a atividade ilegal, a GNR detetou 48 cães de criação, não registados na respetiva junta de freguesia, não existindo igualmente licença de canil, necessária para um espaço que tenha mais do que sete animais.

Os animais eram vendidos sem o cumprimento dos requisitos exigidos na venda de animais de companhia, acrescenta a GNR, que investigava este caso desde julho do ano passado.

A investigação culminou na realização de quatro buscas, uma domiciliária e três em veículos, tendo sido apreendidas 132 ampolas para vacinação animal, 61 seringas, 192 agulhas, medicamentos e três frascos com solução injetável para cães, entre outros.

A GNR apreendeu também diversos documentos relacionados com a atividade veterinária e um carimbo falso com inscrições de médico veterinário.

Nesta ação participaram 23 militares do Comando Territorial de Faro, auxiliados por uma médica veterinária do Serviço de Alimentação e Veterinária do Algarve e outra do município de Tavira.

A operação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente.

LUSA

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