As primeiras suspeitas surgiram após o aparecimento de casos de muitas lebres doentes e mortas, reportados pela população a quem foi solicitado que fotografasse os animais afetados e que colaborassem na recolha dos mesmos para análise.

A investigação foi levada a cabo em colaboração com a Suffolk, a Norfolk e a Essex Wildlife Trusts, com o Departamento de Alimentos e Assuntos Rurais (DEFRA) e a Unidade de Inteligência de Vigilância da APHA. A principal investigadora, Diana Bell, da Escola de Ciências Biológicas da UEA, explica em comunicado que “o RHDV2 normalmente afeta os coelhos, mas sabe-se que já passou para as lebres na Itália, Espanha, França e Austrália”, acrescentando que “esta é a primeira vez que o RHDV2 foi encontrado em lebres no Reino Unido.”

Contudo, a investigadora reconhece que é ainda cedo para associar o vírus à causa de morte destes animais: “O RHDV2 é um dos vários patogénicos que estamos a encontrar nas lebres mortas e ainda é cedo para dizer qual é a principal causa da sua morte. Continuamos a investigar outras causas para as mortes.”

Atualmente a equipa continua a investigar as lebres recolhidas para análise do RHDV2 e de outras infeções que possam estar a contribuir para a mortalidade.

O estudo foi publicado na Vet Record na sexta-feira, 25 de janeiro. Em comunicado, a Dra. Bell disponibilizou o seu contacto de e-mail para facilitar a denuncia de novos casos:  d.bell@uea.ac.uk

Vet-Online

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