“O maior dos investimentos é, de facto, o centro de recolha oficial que abrirá, em princípio, em maio, se tudo correr bem com a parte final da obra, que é um investimento de vários milhões de euros que a cidade está a fazer. Mas temos uma política e uma estratégia [para os animais] por trás que culmina também com alguns destes pequenos investimentos”, explicou o autarca, no âmbito da inauguração do primeiro parque canino da cidade, na passada sexta-feira.

A nova estrutura, que substituirá o canil do Porto, está a ser construída na travessa de Águas Férreas de Campanhã, numa parcela de terreno que atualmente integra o Viveiro Municipal, garantindo o aumento das atuais 94 boxes existentes no canil em S. Dinis (perto do Carvalhido) para 220.

O novo Centro de Recolha Oficial de Animais surge no âmbito do Plano Municipal de Controlo e Bem-Estar das Populações Animais de Cães e Gatos, lançado em 2015 para responder às obrigações legais nesta matéria, bem como à generalidade das recomendações de associações zoófilas, Ordem dos Médicos Veterinários e Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

As novas instalações contarão com um bloco cirúrgico para esterilização de cães e gatos, uma sala de enfermagem independente para tratamento e acompanhamento clínico dos animais alojados, zonas de exercício e sociabilização e uma área de tosquia e higienização. O centro permitirá ainda, sempre que necessário, acolher, outras espécies animais.

No âmbito do investimento municipal no bem-estar animal, a autarquia abriu esta manhã ao público o primeiro parque canino da cidade, que fica localizado no Jardim Paulo Vallada, na freguesia do Bonfim, representando um investimento de cerca de 38 mil euros.

“Este é o primeiro parque canino da cidade do Porto. Um parque que foi construído também obtendo as melhores práticas que existem na construção destes parques. Várias das infraestruturas que estão a ver foram objeto desse estudo que foi feito”, afirmou o vice-presidente e vereador do pelouro da Inovação e Ambiente.

Instalada no Jardim Paulo Vallada, mais conhecido como o “Jardim das Pedras”, aquela infraestrutura está divida em dois recintos: um para os cães de menor porte e outro para os de porte maior.

Estes parques caninos estão devidamente equipados com bebedouros, contentores para dejetos e uma zona de estar, prosseguindo “a política de bem-estar animal” que a cidade tem materializado em vários investimentos.

Segundo Filipe Araújo, a escolha do Jardim Paulo Valladas prendeu-se sobretudo com o facto da zona em questão ser bastante “usada por pessoas”, contudo, o município está já a equacionar parques caninos em outros locais da cidade.

“Existem alguns sítios que nós estamos a estudar, vamos também estar muito atentos ao que vai acontecer aqui neste parque. Porque estes parques caninos contam obviamente com o bom uso por parte da população. É muito importante que as pessoas se consciencializem que aqui podem ter os cães sem trela e que lá fora devem usar a trela. Que devem cuidar deste espaço e devem por exemplo apanhar os dejetos dos cães”, sublinhou.

Para Antonieta Miranda, que passeava o seu cão ‘Boss’, o primeiro a experimentar um dos novos espaços inaugurados hoje, a abertura deste parque é bem-vinda e devia ser replicada, já que permite que as pessoas possam passear os seus cães em segurança.

Antonieta Miranda confessa que desde que o seu cão foi atacado, o passeio fazia-se, até agora, com algum medo.

O ato oficial de abertura ao público contou também com a presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e com o presidente da Junta de Freguesia do Bonfim, José Manuel Carvalho.

LUSA

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