Através da análise de amostras de DNA de 161 estudantes voluntários e de questionários que visavam avaliar a sua compaixão pelos animais, os investigadores identificaram uma diferença genética naqueles que demonstraram mais empatia pelos animais: mais especificamente, no gene que produz a oxitocina, a chamada hormona do amor.

Segundo os investigadores, esta é a primeira vez que a genética surge ligada às relações entre humanos e animais. “Já sabíamos que a oxitocina era importante para a empatia entre as pessoas, mas agora sabemos que isso nos ajuda a relacionar também com os animais”, afirma a Dra. Sarah Brown, do Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo.

Os resultados também concluíram que as mulheres reagiram de forma mais positiva aos animais, em comparação com os homens, assim como as pessoas que trabalham em profissões ligadas ao cuidado dos animais.

O professor Alistair Lawrence, do Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo e SRUC, sublinhou que “esta pesquisa é apenas o começo, mas esperamos que estas descobertas nos possam ajudar a elaborar estratégias para ajudar a melhorar o bem-estar animal em todo o Reino Unido”.

O estudo foi publicado na revista Animals.