Os estudos foram apresentados pela Dra. Sue Dyson, Chefe de Ortopedia Clínica do Centro de Estudos Equinos do Animal Health Trust, na conferência Saddle Research Trust que decorreu no dia 8 deste mês.

A primeira pesquisa contou com a participação de quatro cavaleiros com a mesma habilidade, mas com diferentes pesos corporais, que montaram um cavalo. O animal foi avaliado relativamente a alterações nas dimensões das costas, na marcha, sinais de stress, no comportamento e na pressão na sela.

Os resultados concluíram que quanto mais pesado o cavaleiro, maior a pressão que exerce no cavalo, verificando-se também a diminuição das dimensões toracolombares e uma aumento da dor e tensão nas costas do animal.

A Dra. Dyson salientou que não se trata de proibir os cavaleiros mais pesados de montar, mas sim de encontrar um cavalo adequado e utilizar uma sela corretamente ajustada, de modo a diminuir a probabilidade de dor e de declínio no desempenho.

O segundo estudo demonstrou que um etograma baseado em 24 comportamentos para avaliar a dor e claudicação poderá ser utilizado por pessoas com ou sem treino no comportamento equino. Após a sua aplicação, nesta pesquisa, recorrendo a gravações de vídeos de 21 cavalos, concluiu-se que os todos observadores, com ou sem treino, conseguiram identificar os comportamentos. Ainda assim, a especialista recomenda o treino para um reconhecimento mais eficaz e precisa.

“A dor nos cavalos sempre foi esquiva porque, como animais de caça,  naturalmente ocultam para esconder fraqueza ou vulnerabilidade”, comentou a Dra. Dyson, acrescentando que ” à medida que o nosso conhecimento sobre a capacidade inerente de suportar o peso do cavalo aumenta, o etograma apresenta -se como uma ferramenta de monitorização útil: cavalos com dor podem ficar em silêncio, mas comportamento é a sua voz e precisamos ouvir e ser recetivos”, conclui.

Vet-Online

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