A técnica minimamente invasiva utiliza radiofrequências e é trabalhada a partir de um procedimento de cardiologia humana, com uma taxa de sucesso superior a 95% no tratamento de cães com este tipo de arritmia, explica a Morris Animal Foundation em comunicado.

A médica veterinária Kathy Wright, líder do estudo, e os seus colegas da MedVet, uma rede de hospitais veterinários nos Estados Unidos, adaptaram esta técnica e publicaram os resultados no Journal Of Veterinary Internal Medicine.

Na mesma nota, é explicado que as vias acessórias atrioventriculares são circuitos elétricos anormais no coração e que podem prejudicar a sua capacidade de bombear. O ritmo cardíaco acelerado pode resultar em insuficiência cardíaca ou morte súbita. Os sintomas podem incluir fadiga, desconforto gastrointestinal, falta de apetite e vómitos. Ao serem sinais semelhantes aos de outras doenças, esta condição rara torna-se difícil de diagnosticar.

Através das radiofrequências, esta técnica vai destruir esses circuitos e retomar a função normal do coração. Para testar este tratamento, a equipa reuniu 89 cães com este tipo de arritmia de 23 raças diferentes, ainda que mais de metade fossem labradores, uma vez que esta doença é mais prevalente nestes cães.

Os investigadores inseriram um cateter no coração de cada cão e emitiram ondas de rádio em direção às vias acessórias atrioventriculares. Os animais foram monitorizados durante 16 horas após o procedimento e antes de receberem alta. Dois meses depois, a atividade cardíaca foi medida para determinar a eficácia desta técnica, concluindo que, à exceção de três cães que foram tratados numa segunda vez, o tratamento curou a arritmia.

“O estudo da Dra. Wright demonstrou que a ablação por cateter de radiofrequência é uma alternativa segura e altamente eficaz ao uso de medicamentos para toda a vida e repetidas visitas veterinárias para cães”, disse o Dr. Kelly Diehl, vice-presidente interino de programas científicos da Morris Animal Foundation, citado no comunicado. “Melhor ainda é que é uma solução a longo prazo para um problema que pode ser fatal se não for tratado”, conclui.

Vet-Online

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