A Bayer anunciou esta quinta-feira que vai cortar 12 mil postos de trabalho até 2021 (1250 dos quais na sua divisão farmacêutica), num plano que prevê a supressão de 10% dos trabalhadores da empresa – que atualmente tem mais de 118 mil funcionários. A companhia farmacêutica alemã vai deixar o setor veterinário, focando as suas atenções na atividade farmacêutica e na agricultura, avança a agência Bloomberg.

O maior corte na força de trabalho da empresa vai acontecer na Alemanha e, segundo a Bloomberg, pode ter sido motivado pela instabilidade das ações da empresa na bolsa, que têm vindo a desvalorizar à medida que vão sendo instaurados vários processos judiciais relativos à fusão da Bayer com a norte-americana Monsanto.

Além da eliminação dos postos de trabalho, a companhia vai ainda acabar com a produção de protetores solares e produtos para os pés. Os despedimentos e as mudanças no posicionamento da Bayer vão fazer com que, segundo as previsões, a meta das sinergias a alcançar com a compra da Monsanto duplique para os 2,6 mil milhões de euros até 2022.

Com o abandono do negócio veterinário, a empresa desfaz-se, por exemplo, o conhecido tratamento de pulgas Advantage para cães e gatos.

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