“Não há uma cultura de gosto. Isto não é individual. Todas as políticas públicas têm na sua base valores civilizacionais que partilhamos e perfilhamos e as civilizações evoluem”, afirmou a ministra da Cultura no âmbito da apreciação parlamentar, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Ao longo da discussão, a ministra da Cultura foi várias vezes questionada sobre a diferenciação de critérios na proposta de redução da taxa de IVA de 13% para 6% em espetáculos artísticos e acabou por ser confrontada com as declarações que tinha prestado no passado dia 30 de outubro sobre as touradas, quando disse que “a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização”

No debate de hoje, a deputada Teresa Caeiro, do CDS-PP, acusou Graça Fonseca de censura à tauromaquia e de “usar o fisco como forma de discriminação de uma forma cultural legítima”.

“Tem todo o direito a ter sua opinião pessoal e gosto, mas o Governo não pode definir o que são atos de civilização. Usar o fisco como forma de discriminação de uma forma cultural legitima, tem um nome: é censura a uma atividade que é apoiada e mobiliza muitas pessoas”, disse a deputada.

LUSA