O estudo analisou dados de mais de 33 mil labradores de todas as cores do Programa VetCompass™, no Reino Unido, que recolhe e armazena informações sobre cães. Desta população, os investigadores analisaram uma amostra aleatória de 2.074 destes animais e tiveram por base dados sobre doenças e  a mortalidade.

Como resultado, verificaram que a esperança média de vida dos labradores castanhos (ou chocolate) era inferior em 10% à dos seus pares pretos e amarelos, assim como apresentaram também uma prevalência de inflamação no ouvido (otite externa) duas vezes maior e eram quatro vezes mais propensos a sofrer de dermatite e outras doenças dermatológicas.

O principal autor do estudo, o professor Paul McGreevy, da Faculdade de Ciências da Universidade de Sydney, sugere que esta associação entre as doenças e o tom do pelo se explique pela genética. “As relações entre a cor da pelo e a doença podem refletir uma consequência inadvertida da criação de certas pigmentações”, refere, citado em comunicado. “Como a cor do chocolate é recessiva nos cães, o gene para essa cor deve estar presente em ambos os pais para que as suas crias sejam de tom chocolate.”, afirma. O investigador considera que ao procurar esta cor, os criadores podem estar a usar apenas labradores que carregam esse gene e que o pool genético reduzido pode incluir uma maior proporção de genes envolvidos nas condições da orelha e da pele.

Uma raça propensa a desenvolver vários problemas de saúde

No geral, independentemente da cor, os investigadores concluíram que esta raça, uma das mais populares no Reino Unido, é propensa a desenvolver doenças como obesidade, infeções nos ouvidos e problemas nas articulações.

“Descobrimos que 8.8% dos labradores retrivers têm excesso de peso ou são obesos, uma das maiores percentagens entre as raças de cães do programa de dados VetCompass™”, disse o professor McGrevvy. Esta condição foi maior nos labradores machos castrados, não se tendo verificado nenhum padrão entre as fêmeas.

O estudo incidiu numa população de cães no Reino Unido, mas os autores estão agora a replicá-lo na Austrália. Os resultados foram divulgados na plataforma Canine Genetics and Epidemiology.

Vet-Online

 

 

 

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