Os barcos que navegam no rio foram avisados para “terem muita atenção e manterem uma distância segura e de respeito”. O alerta foi dado primeiro pelo biólogo Dave Andrews através da rede social Twitter, onde partilhou um vídeo do mamífero marinho a nadar no rio durante cerca de uma hora.

A organização British Divers Marine Life Rescue [Mergulhadores Britânicos de Socorro à Vida Marinha] indicou ter enviado elementos ao local.

O perito do Museu de História Natural, Richard Sabin, confirmou ser efetivamente uma baleia beluga, “Delphinapterus leucas”, que normalmente habita nas águas do Ártico e sub-Ártico.

“A cor do corpo branco, a ausência de uma barbatana dorsal proeminente, a testa bulbosa e o movimento geral, tudo sugere que esta é uma baleia beluga”, afirmou.

Embora sejam encontradas com maior frequência nas águas ao redor da Rússia, Alasca, Canadá, Oeste da Groenlândia e Svalbard, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) também já registou belugas no Japão, EUA, Islândia, Ilhas Faroé, Irlanda, Escócia, França, Holanda e Dinamarca.

As baleias belugas vivem em estuários, plataformas continentais e bacias oceânicas profundas em águas abertas e geladas e não estão habituadas a água doce, pelo os especialistas esperam que se afaste quando mudar a maré.

Esta não é a primeiro cetáceo a entrar pelo rio Tamisa: em janeiro de 2006, uma baleia de bico de garrafa de seis metros de comprimento saiu das águas profundas do Atlântico Norte e chegou até ao centro da capital britânica.

Porém, acabou por morrer por desidratação e stress após várias tentativas de salvamento.

LUSA

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