Mito 1 – “A comida premium é sempre a melhor para o seu animal”

Embora as grandes marcas vendidas nos consultórios veterinários possam ser comercializadas como alimentos premium e de primeira linha, um olhar mais atento aos ingredientes conta uma história diferente. Essas fórmulas, produzidas por grandes fabricantes de alimentos, extraem muito mais proteína de fontes de cereais (como a farinha de de milho e trigo), do que de fontes de carne saudáveis, como o frango. Os cães e gatos devem ingerir proteínas provenientes de fontes de carne e não de cereais. O alto teor de cereais na alimentação de muitos animais de estimação contribui para o aumento da obesidade e das alergias.

 

Mito 2 – “Toda a comida “humana” é má para os animais”

É verdade que existem muitos alimentos que são prejudiciais para o seu animal de estimação. No caso dos cães, evite dar-lhes carne e peixe cru, frutas (como nozes, amendoins, uvas, ameixas ou pêssegos), sal, açúcar, cogumelos, alho, cebola, ossos, leite e, claro, doces e chocolates. No entanto, desde que as tradicionais “sobras” das refeições estejam em boas condições, estas podem revelar-se um bom complemento da dieta dos animais.

 

Mito 3 – “Os seus animais precisam de comida personalizada”

As dietas personalizadas – como rações específicas para animais jovens, séniores ou esterilizados – não são mais do que uma estratégia de marketing para ocuparem mais espaço nas prateleiras e para aumentar o preço dos produtos. Por exemplo, nos casos dos animais jovens, estes não precisam de uma dieta formulada especialmente para eles. No entanto, é necessário ter alguns cuidados com os cães e gatos nesta fase, como alimentá-los três vezes aos dias sem deixar, no entanto, que engordem demasiado. Tanto nos cães e gatos mais jovens como nos mais velhos, é essencial dar-lhes uma dieta equilibrada, que inclui alimentos caseiros (confecionados em casa) e também rações e produtos enlatados.

 

Mito 4 – “Não se deve mudar a comida dos animais”

Um cão ou um gato podem comer alimentos diferentes em cada refeição, desde que estes tenham qualidade. Variar a alimentação do seu animal de estimação é importante, dizem os veterinários, por vários razões, nomeadamente para evitar o desenvolvimento de intolerância ou alergia a algum tipo de alimento ou proteína. Dar ao seu animal a mesma alimentação durante muitos anos é um fator que pode contribuir para o aparecimento da doença inflamatória intestinal. Lembre-se: uma dieta variada e equilibrada é sempre a melhor opção.

 

Mito 5 – “Cães e gatos podem comer a mesma comida”

Embora existam alguns produtos enlatados disponíveis que respondem às necessidades das duas espécies, a maioria dos alimentos é criada para cães ou para gatos. Os gatos precisam de uma maior quantidade de gordura, isto é, calorias que não são benéficas para os cães. Os especialistas recomendam uma percentagem de 9% de gordura na alimentação dos gatos e apenas 5% na dos cães. Cães que comem comida de gato com frequência podem sofrer de obesidade e ter vómitos e diarreia. Por outro lado, no caso dos gatos, estes também correm o risco de ganhar peso, já que a alimentação para cães é rica em hidratos de carbono – para além disto, os gatos correm o risco de desenvolver doenças cardiovasculares relacionadas com a falta de taurina, um aminoácido.

 

Vet-Online

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